Esta entrada está dedicada a cuantos alguna vez se han visto sometidos al dulce influjo de este inefable sentimiento.
Rebeca y yo escuchamos por vez primera este fado llamado «Lluvia» caminado por las empinadas calles de Alfama, cerca de la Sé de Lisboa. Entramos en el pequeño establecimiento de donde provenía la música y no dudamos en preguntar por el CD y comprarlo. Una dependienta muy agradable nos explicó que su intérprete era Mariza, reina indiscutible del fado en la actualidad. Ella misma nos habló de los lugares a los que los lisboetas acudían cuando querían escuchar fados, allá en el Barrio Alto.
El portugués escrito se entiende razonablemente bien, pero en este enlace tenéis la traducción al castellano de la letra.
Chuva (2001) Mariza
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai… meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade